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O marketing mudou e vai ditar que empresas sobrevivem.

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    True Brands
  • 30 de jun.
  • 6 min de leitura

Não é uma questão de adoptar mais ferramentas. É uma mudança na forma como o cliente decide e a maioria das empresas portuguesas tem uma oportunidade única que progressivamente se fecha.

Futuro do Marketing

Introdução - o cliente já mudou e com isso o marketing mudou mesmo que a empresa não tenha dado por isso.

Há uma forma de perder vendas que não aparece em nenhum relatório: o cliente que nunca chega a ligar.


O comportamento de compra mudou de forma radical nos últimos anos, e mudou mais depressa do que a maioria das empresas conseguiu acompanhar. Hoje, antes de um cliente entrar em contacto com uma empresa, já passou por várias etapas que a empresa nunca vê: pesquisou no Google, viu o que aparece no Instagram, perguntou a um assistente de Inteligência Artificial, leu uma opinião qualquer sobre o sector, perguntou a um conhecido se já trabalhou com aquela marca. Só depois de tudo isto é que, talvez, liga ou escreve.


Isto significa uma coisa simples e desconfortável: se a empresa não está presente, coerente e credível em todos esses pontos, perde o cliente antes sequer de saber que ele existiu. Não é um problema de vendas fracas. É um problema de invisibilidade num processo de decisão que já não passa pela porta da loja nem pelo telefone.


O marketing mudou. É esta mudança que vai separar, nos próximos anos, as empresas que sobrevivem das que não sobrevivem. Não por acaso, nem por azar de mercado, por estrutura.


1 - De canais separados a um único sistema.

Durante anos, fazer marketing significava escolher canais: um anúncio aqui, uma presença nas redes sociais ali, um site e um logo. Cada canal funcionava isolado, com o seu próprio objetivo, e a empresa ia somando esforços sem grande ligação entre eles.


Esse modelo já não reflete a forma como o cliente decide. Hoje, cada ponto de contacto influencia o seguinte: uma publicação que gera confiança faz com que a pessoa pesquise diretamente o nome da empresa mais tarde; um site bem estruturado torna mais fácil confiar num anúncio; uma resposta rápida e consistente no primeiro contacto reduz a hesitação que vinha a acumular-se há semanas. Os canais já não competem por atenção isoladamente, funcionam, ou deviam funcionar, como peças de um único sistema que se reforçam mutuamente.


As empresas que continuam a tratar cada canal como uma ilha - uma agência para as redes sociais, outra para os anúncios, ninguém a olhar para o conjunto - estão, sem saber, a desperdiçar a maior parte do valor que cada esforço isolado poderia gerar.


2 - Um novo intermediário entra na decisão, sem se fazer notar.

Há ainda um fator que está a acelerar tudo isto, e que vale a pena nomear sem aprofundar demasiado: a Inteligência Artificial. Já não é só uma ferramenta que as empresas usam internamente, é, cada vez mais, o intermediário que o próprio cliente usa para decidir, quando pergunta a um assistente de IA qual o melhor fornecedor, qual a melhor opção, o que vale a pena considerar.


Uma empresa que não está estruturada o suficiente para aparecer, de forma clara e credível, nessas respostas, simplesmente não entra na conversa. Não importa quanto investiu em publicidade tradicional, se não está presente onde a decisão está a ser influenciada, está invisível num dos momentos mais decisivos de todo o processo.


3 - O risco real para as empresas portuguesas.

O consumidor já mudou a forma como decide, mas a generalidade das empresas portuguesas ainda não acompanhou essa mudança. Hoje pesquisa-se uma marca num assistente de Inteligência Artificial antes de a contactar, decide-se com base no que se vê nas redes sociais, compara-se silenciosamente sem que a empresa alguma vez saiba que foi uma opção. Esta desconexão entre o comportamento real do consumidor e a forma como a maioria das empresas continua a comunicar não é exclusiva de Portugal, mas aqui é particularmente penalizadora: empresas europeias, de um modo geral, já operam com marketing mais integrado há mais tempo, e as empresas norte-americanas estão ainda um passo à frente nessa maturidade. Para uma PME portuguesa, isto significa competir não só com o concorrente da rua ao lado, mas com um padrão de exigência criado por marcas que o cliente já viu lá fora, e que entretanto se tornaram a referência implícita do que é "normal" esperar de uma empresa.

Dentro deste cenário, é possível identificar três grupos distintos de empresas, e cada um carrega um risco diferente.


O primeiro grupo é o das empresas sem marketing estruturado: sem site relevante, sem presença consistente, a depender quase inteiramente da rede de contactos, do esforço comercial ou do boca-a-boca. Aqui o risco é a invisibilidade total: o cliente nem chega a saber que a empresa existe como alternativa, porque não há nada para encontrar quando procura.


O segundo grupo é talvez o mais traiçoeiro: empresas que acham que têm marketing. Têm uma página, publicam de vez em quando, já fizeram um anúncio ou outro, mas sem estratégia, sem objectivo claro e sem ligação entre as peças. O risco aqui não é a ausência, é a falsa sensação de segurança: a empresa acredita que "já está a fazer marketing" e, por isso, não procura corrigir o que está mal, mesmo enquanto perde clientes pelo caminho sem perceber porquê.


O terceiro grupo é o das empresas que já investem a sério em marketing, mas mantêm os canais a funcionar isolados uns dos outros, uma agência para as redes sociais, outra para os anúncios, ninguém a olhar para o conjunto. Aqui o risco já não é a invisibilidade nem a ilusão, é a ineficiência: gasta-se mais do que seria necessário, e perde-se confiança pelo caminho, porque a experiência do cliente nunca chega a ser coerente entre canais.


Destes três grupos, o terceiro é o único que tem dados suficientes para notar que algo está errado. Uma empresa atenta neste grupo pode notar, por exemplo, que o Facebook deixou de gerar resultado direto e decide cortar o investimento nesse canal, percebendo depois que esse corte teve um efeito negativo no resto do sistema, porque aquele canal estava, afinal, a alimentar outros: a gerar pesquisas diretas pela marca, a aquecer leads que depois convertiam noutro ponto de contacto. A diferença está em perceber isto antes de cortar, e não apenas depois. Os outros dois grupos nem chegam a este ponto: sem marketing estruturado ou sem estratégia clara, não têm dados suficientes para sequer suspeitar que algo está a falhar.


A conclusão, por isso, não nasce dentro de nenhum dos três grupos isoladamente, é a lacuna comum a todos eles, ainda que por razões diferentes: a ausência total de marketing, a falsa sensação de que já está a ser feito, ou uma leitura por canal que esconde o que se passa no sistema como um todo. É precisamente esta lacuna comum que justifica a evolução para um growth ecosystem, onde canais, dados e decisões comerciais trabalham em conjunto, e onde o marketing integrado deixa de ser uma escolha entre outras para se tornar o pré-requisito mínimo, independentemente do grupo onde a empresa se encontra hoje.


4 - A vantagem escondida das empresas portuguesas.

Há, no entanto, uma boa notícia escondida nesta mudança, uma vantagem que pode transformar as empresas portuguesas, especialmente as PME.


As grandes empresas, mesmo as multinacionais com orçamentos enormes, carregam um problema estrutural que poucas PME têm: décadas de departamentos separados. Marketing de marca de um lado, marketing comercial do outro, equipas digitais isoladas, cada uma com os seus objectivos e as suas métricas. Estas empresas sabem que precisam de se tornar mais integradas, de facto, estao a trabalhar nesse ponto neste preciso momento, mas é um processo lento e caro, porque implica desmontar estruturas que levaram anos a construir.


Uma PME não tem esse peso. Pode construir, desde o início, um marketing onde os canais comunicam entre si, onde os dados fluem para decisões comerciais reais e onde o sucesso se mede pelo impacto no negócio, não por métricas isoladas de cada canal. É uma vantagem estrutural que uma multinacional demora anos a reconquistar, e que continua disponível para qualquer PME que ainda não tenha construído um sistema de marketing integrado, bastando decidir aproveitá-la em vez de continuar, ano após ano, com um marketing feito aos pedaços.


Esta janela de oportunidade não vai ficar aberta indefinidamente, porque à medida que a Inteligência Artificial se torna mais acessível e mais empresas a adoptam, o fosso entre quem já começou a construir este sistema e quem ainda não decidiu começar tende a tornar-se cada vez mais difícil de fechar.


Conclusão - o que separa quem sobrevive de quem fica para trás

O marketing mudou, e vai mesmo ditar que empresas sobrevivem nos próximos anos, não porque a tecnologia seja o factor decisivo, mas porque o cliente já decide de forma diferente, e só sobrevive quem se estrutura para essa nova forma de decidir.


A resposta não é mais um canal, nem mais uma ferramenta isolada. É o que temos vindo a defender há algum tempo: marketing integrado deixou de ser uma boa prática avançada e passou a ser o requisito mínimo para competir neste novo ecossistema. Não é uma estratégia entre outras, é a base sobre a qual todas as outras decisões de crescimento passam a fazer sentido.


É exatamente este o trabalho que fazemos na True Brands: ajudar as empresas portuguesas a construir esse sistema desde a base, sem os silos que as grandes empresas levam anos a desfazer, transformando uma vantagem estrutural que poucas reconhecem em uma vantagem competitiva real de mercado.


Queres saber se a tua empresa está preparada para esta mudança, ou ainda a gerir canais isolados sem perceber o risco disso? Pede uma auditoria gratuita e descobre, com clareza, o que está a funcionar e o que precisa de estrutura antes que o fosso fique grande demais para fechar.


 
 
 

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